Por que a Justiça tirou os cargos de dois professores negros aprovados em concurso público por cotas?

Professores de universidade aprovados por cota em concurso perdem vaga Antes de ser aprovada por cotas em um concurso público na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a professora pernambucana Rafaela Niels tinha dois empregos: era diretora-geral da Atenção Primária na Secretaria de Saúde do estado e coordenadora do curso de medicina de uma faculdade filantrópica em Caruaru (PE). Ela pediu demissão de ambos, já que o novo cargo exigia dedicação exclusiva. Um mês depois de tomar posse, no entanto, uma decisão judicial anulou a nomeação de Rafaela na UFPE. Por quê? A Justiça entendeu que a vaga dela, para o departamento de medicina da mulher, não deveria ter sido direcionada para cotas, e sim para ampla concorrência (entenda mais abaixo). "Em menos de 1 mês, eu me vi com uma mão atrás, outra na frente, com dois filhos para criar, um adolescente e uma criança pequena, sem ter a quem pedir ajuda", conta Rafaela. "Passei semanas chorando. Não durmo, não como e tenho tremores. Eu...
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